CURSOS

Curso: Da presença feminina à Arte Feminista

Debates sobre história da arte: mulheres artistas, trajetórias e movimentos sociais.

 

É possível falarmos de arte feminista no Brasil? O que a caracterizaria? Ela se inicia com a trajetória do movimento feminista brasileiro, desde o século XIX com Nísia Floresta, ou estaria associada a outro momento histórico, como a semana de arte moderna de 1922, a ditadura militar ou a abertura política? Qual a diferença entre a presença feminina na arte e uma arte propriamente feminista? Através da história social, dos discursos, trajetórias e das produções artísticas de mulheres, o curso traçará um panorama da arte no período moderno e seus diálogos com a contemporaneidade. 
 

 

Encontros: 

Da presença feminina à uma arte feminista. Debates e possibilidades de análises, com Talita Trizoli. 

O que é uma arte feminista e/ou feminina? As historiadoras, críticas e teóricas do feminismo e suas ações de “recuperação” das mulheres artistas.  Das teóricas do feminismo (Mary Wollstonecraft, Simone de Beauvoir, Betty Friedan, Judith Butler) às historiadoras da arte (Linda Nochlin e Griselda Pollock)

 

Ô Abra Alas que elas querem passar: artistas do século XIX no Brasil, com Nataraj Trinta
Maria Graham, Nísia Augusta Floresta, Chiquinha Gonzaga, Julieta de França, Abgail de Andrade, Angelina Agostini, Georgina de Albuquerque, Dinorah Carolina de Azevedo, Nair de Teffé e Nicolina Vaz.

 

A semana de Arte Moderna, o sufrágio,  a “eroticidade” dos corpos e as marcantes presenças das mulheres no samba com Nataraj Trinta
Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Zina Aita, Djanira da Motta, Antonieta Santos Feio, Gilka Machado , Bertha Lutz, Bidú Sayao, Gabriela Besanzoni, Carmem Santos, Eva Nil, Maria Helena Vieira, Josephine Baker, Eros Volúsia, Tatiaina Leskova, Mercedes Baptista, Black Girls, Carmen Miranda, Luz del Fuego, Elvira Pagã, Virgínia Lane, Dalva de Oliveira, Dolores Duran, Emilinha, Marlene, Aracy de Almeida, Dercy Gonçalves, Elke Maravilha,  Maria Martins e as marcantes presenças das mulheres no samba (tia Ciata, Jovelina Pérola Negra, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus).

 

Construtivas e Neo-concretas: as mulheres na última vanguarda brasileira e o feminismo de segunda onda, com Nataraj Trinta. 
Maria Leontina, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Ione Saldanha, Lina Bo Bardi, Carmen Portinho, Lygia Pape, Lygia Clark, Mira Schendell, Fayga Ostrower, Teresa Simões, Ana Vitória Mussi, Mary Vieira, Judith Lauand, Maria do Carmo Secco, Wanda Pimentel, Regina Vater, Wanda Pasqualini, Maria Polo, Solange Escosteguy, Sônia Von Bruschy, Mona Gorovitz, Wilma Martins.

 

Conceitualistas, performance e “novo fôlego” da pintura na abertura política, com Talita Trizoli.
Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Lygia Pape, Lygia Clark, Martha Araújo, Letícia Parente, Sônia Andrade, Iole de Freitas, Regina Vater, Lydia Okumura, Marcia X, Ana Miguel, Anna Letycia Quadros.

 

As experiências curatoriais, com Nataraj Trinta. 
As exposições Tarsila e Mulheres Modernas no Rio do Museu de Arte do Rio de Janeiro, Mulheres Artistas: As pioneiras (1880-1930) da Pinacoteca de São Paulo e Griselda Pollock e as propostas de curadoria feministas.

 


Carga Horária e Duração: 14 horas (7 encontros de 2 horas), às quintas feiras durante Junho e as duas primeiras semanas de Julho (02, 09, 16, 23 e 30/06; 07 e 17/07)

 

Valor do investimento: 
R$ 400 (em 2x) até maio 
R$ 420 (em 2x) a partir de junho. 


Email para contato:

n30pesquisasnoccjf2016@gmail.com
 

 

Nataraj Trinta é historiadora com formação pela Universidade Federal Fluminense, pesquisadora iconográfica, gerente de conteúdo da empresa N30 Pesquisas: imagens texto, produção e arte. Possui experiência em História das Mulheres e Cultura Visual e Iconográfica Brasileira. Já trabalhou no ensino público Fundamental, contribuiu como pesquisadora por mais de 8 anos com a Revista de História da Biblioteca Nacional (sendo editora de imagens entre 2007 a 2010). Uma das curadoras e pesquisadora da exposição Tarsila e Mulheres Modernas no Rio ao lado de Paulo Herkenhoff, Marcelo Campos e Hecilda Fadel, em cartaz  de maio a novembro e 2015 no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR). Nataraj Trinta integra a Articulação de Mulheres Brasileiras e organizou e participou como "artivista" de eventos feministas construídos popularmente e não partidários como oficinas de graffiti e Lei Maria da Penha entre 2010 e 2011 , Marcha das Vadias entre 2011 a 2013 e a Casa Feminista na Cúpula dos Povos durante a Rio+20 em 2012.
 
Talita Trizoli é doutoranda em Educação com o prof. Dr. Celso Favaretto. Mestra pelo Programa Interunidades em Estética e História da Arte com a dissertação "Regina Vater,  Por uma crítica feminista da arte brasileira" sobre orientação da profa. Dra. Cristina Freire. Bacharel e Licenciada na área de Artes Visuais pela Universidade Federal de Uberlândia (2007). Foi professora substituta na Faculdade de Artes Visuais e EAD da UFG, onde coordenou grupos de estudo e integrou atividades de pesquisa e extensão. Foi professora substituta do DEART-UFU e professora-colaboradora na área de artes e línguas do Centro Cultural de Idiomas em Uberlândia-MG. É pesquisadora do Núcleo de Estudos em Pintura e Educação (NUPPE), do GEACC - Grupo de Estudos em Arte Conceitual e Conceitualismos no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, do Kinosophia da FAFIL-UFG, e do Grupo de Estudos em Estética Contemporânea da Faculdade de Filosofia da USP.